Horizonte errado

É aqui, pinto meus pesadelos, derreto mesmo diante de pedras de gelo, aqui eu me encontro de um jeito que não é real, mas aqui também me perco...

Sempre imaginei, que isso ia acabar em pizza ou em uma coisa tipo final de "Casablanca" o avião esperando e todo mundo sem saber quem diabos ia embarcar. Pois é, não foi de um jeito nem de outro, ainda nem foi na verdade, fico pensando nisso enquanto o Campus avança veloz em direção a internet mais rápida da ilha. Peter se vai e com ele todas as cores dessa cidade vil e estúpida, o que eu posso fazer além de desejar toda a maldita sorte do mundo??


E em pensar que tudo começou com idas tímidas ao Senzala, partidas medíocres de sinuca e vinho barato durante toda a madrugada, cresceu como um gremlin jogado em piscina e viramos a dupla mais perfeita do mundo (ou quase isso) a minha vadia predileta se vai e eu estudo possibilidades para que tudo não fique tão fodido.


Goodbye my dear...

P.S: A gente se esbarra por aí Bitch!!

Acabo de conversar longamente com meu psiquiatra, pra variar ele perguntou o que estava acontecendo comigo e de novo eu respondi entediada: "Nada!".

Sei, apesar do apelido, Lie, eu minto mal pra caralho, tanto que ele balançou a cabeça e rabiscou no bloquinho, me emputeci levantei de uma vez, peguei minha mochila velha e caí na chuva.

Cantarolando Banda Uó , e pisando em poças imundas, bosta de dia esse viu?

Mas pelo menos serviu pra uma coisa: Essa merda não pode continuar do jeito que está, eu não fiquei sozinha pra dar um jeito nessa merda? Puxe a descarga baby, apenas isso.



Não sou uma moça direita, sabe? Não tenho problema nenhum, em chegar, sentar no seu colo e sem vergonha alguma cochichar no seu ouvido: "Acaba comigo!". Eu vou estar falando sério, vou estar pedindo pra você rasgar minha roupa e não ter pena, marcar a ferro a minha pele, arrancar meus ombros com seus dentes...
O pior, é que isso só vai acontecer na minha cabeça, na vida real estarei sentada de frente pra você, chupando de maneira muito correta e puritana os fios de miojo do meu prato, provavelmente estarei com o rosto rubro de tanta vergonha e vontade de pular em cima de você, vou falar de assuntos bobos que sempre querem dizer o contrário.

Dá pra parar de se fazer de surdo jogar meu prato na parede e me puxar pro quarto??

(Para meu mais novo delírio!)

Tudo de repente mudou, em duas semanas, eu não tinha onde morar, o que vestir, comer ou ler. As vezes acho realmente que tenho sorte, outras nem tanto assim...

Porra cara... Estou sem assunto, na verdade é muita coisa pra contar...

Um dia sem preguiça, prometo um post decente!




Não sei direito como medir em que termos te amei, nem sei ao certo se a palavra certa é amor, esse vazio cínico me doí, acredite doí mais em mim do que em você, é como acreditar que tantos suspiros e desesperos, não valeram de nada, não conseguiram te definir e nem sequer te explicar toda essa paixão que agora morre, me abandona e termina por me matar também.

Tá chovendo pra caralho lá fora meu amor, agora sempre chove mesmo estando sol a pino, me fazendo suar frio e em bicas, desfragmentar você em mim foi maior do que montar você, por que você necessitou de todo um projeto, você surgiu aos poucos e quando eu vi estava maior que a Torre de Babel e agora você desaparece assim de maneira definitiva, abrupta e por isso mesmo terrivelmente dolorosa. O castelo me prendeu, mas também me aninhou nas noites em que a insonia ferrava com tudo, como vou viver sem a impossibilidade de viver sem você? Isso me deixa estática, a sua presença e a sua ausência, dupla maldição que sempre ansiei, agora não existem mais distrações, agora é a vida real.


Meu delírio de 1,80 m e riso fácil, chove aos cântaros lá fora e eu penso em você, peço que você venha de manhã e dure hoje, é o primeiro pensamento da manhã e também o último que me acorre á noite; vinte e quatro horas de felicidade instantânea, alegria entregue pelo sedex a domicilio, simples como abrir uma caixa e me deparar com você, sem precisar explicar nada, sem criar teorias desconexas, apenas dar vazão a minha paixão politicamente incorreta...


Rasgar a minha garganta em gritos histéricos de desejo incontido, marcar diabolicamente a sua pele com a violência do encontro inevitável de nossos corpos!

Um dia e o resto da minha existência seria catatônica, revivendo e construindo o que deixou de acontecer, dance comigo, dentro de mim...

Todos foram embora, é mais ou menos isso que eu sinto sabe?? É um deserto meio fodido...

Porra, fico parecendo uma emo louca falando essas coisas, mas é a porra da verdade!