A boêmia
- Lie
- Ah, eu? Tonta por uma cidade pequena demais, em um pais pequeno demais, porém o mundo me dá medo.
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Sempre imaginei, que isso ia acabar em pizza ou em uma coisa tipo final de "Casablanca" o avião esperando e todo mundo sem saber quem diabos ia embarcar. Pois é, não foi de um jeito nem de outro, ainda nem foi na verdade, fico pensando nisso enquanto o Campus avança veloz em direção a internet mais rápida da ilha. Peter se vai e com ele todas as cores dessa cidade vil e estúpida, o que eu posso fazer além de desejar toda a maldita sorte do mundo??
Goodbye my dear...
Acabo de conversar longamente com meu psiquiatra, pra variar ele perguntou o que estava acontecendo comigo e de novo eu respondi entediada: "Nada!".

Meu delírio de 1,80 m e riso fácil, chove aos cântaros lá fora e eu penso em você, peço que você venha de manhã e dure hoje, é o primeiro pensamento da manhã e também o último que me acorre á noite; vinte e quatro horas de felicidade instantânea, alegria entregue pelo sedex a domicilio, simples como abrir uma caixa e me deparar com você, sem precisar explicar nada, sem criar teorias desconexas, apenas dar vazão a minha paixão politicamente incorreta...

Fico achando que cabelos negros como o ébano e longos como as unhas do Zé do caixão, parecem cabelos de elfos ou de anjos, não consigo definir ao certo a sutil(?) diferença entre os dois, não importa muito, esses anjos/elfos apenas passam e por um segundo fazem do meu mundo medíocre um lugar habitável e que não me causa ânsia. Sobra essa vontade gritante de ser qualquer pessoa, um desejo urgente de não ter a garganta sempre apertada e lágrimas a espreita, vejo e me reconheço agora sem máscaras, uma pessoinha idiota cheia de opiniões pretensiosas e achismos ridículos, é meus queridos escrotos de merda, eu peço socorro mas não sei qual nome gritar, nem sequer sei se existe um nome a ser pronunciado... Talvez longe daqui, longe dessa necrópole fantasiosamente pornográfica repleta de ausências dissimuladas; e se eu embelezo tudo, não é por estilo, é por desespero meus caros, estou DESESPERADA e ter ciência disso não ajuda em caralho nenhum , apenas me torna mais perdida, inútil, ébria, infinitamente inadequada e cheia de elfos/anjos a me atormentar, como Erínias vingadoras empenhadas em um tormento besta de dar dó!
P.S: Escrito durante a aula de estudo dos usuários da informação.
Tenho que te dizer uma coisa, não é nada bacana você aparecer de madrugada comer toda a minha nutella e chutar meu cachorro, depois me acorda com seus discursos niilistas de fim de feira e me arrasta pra qualquer sarjeta, essa rotina cansa, na verdade tô sem saco, isso meu amor, prestes a mudar de continente para poder fumar meus cigarros em paz.
Lembra da última sexta? Você vomitou no meu tapete persa (vá lá, falsificado, mas ainda sim meu!) fez um furo no meu lençol predileto e declamou Camões a plenos pulmões madrugada adentro...
Não é reclamação, juro que não, na verdade é mais pra uma declaração do quão puta você me deixa e do quanto que eu amo você... E o quanto isso é desnecessário visto que você não vai ler.
P.S: A Nutella sempre vai esperar por você!

Tiro a blusa devagar, jogo em direção a janela, ele ri.
Trago o cigarro com vontade, rodopiando nua pelo quarto, ele aplaude entusiasmado, jogando a camisa no ventilador sujo de poeira, aquilo era tão e tão óbvio, mas ainda sim divertido, me livro da calça jeans com habilidade, jogando a calça pela janela e sorrindo como uma lunática...
- Tem certeza?- Alvaro torna-se de súbito sério, tira o cigarro de minhas mãos e observa a fumaça com um sorriso sinistro, tiro o soutien com apenas um gesto, digo de uma vez:
- Tenho! Vai dar uma ótima matéria nos jornais, não acha? vamos ficar famosos, vamos virar deuses!
Ele explode em uma gargalhada débil.
- Não, deuses não...
Subi na cama, rodopiando sempre, peguei a garrafa de vodka e gritei com toda a força que meu pulmão ainda possuia:
- Eu te amo!
Ele tirou a calça jeans, pulou na cama, me beijando com o desespero tipico de quem já não possui tanto tempo, o envolvi com meus braços, sentindo a paixão maluca que a gente sentia, as mãos dele acariciaram gentilmente meus seios, enquanto a sua boca percorria o meu pescoço, o afastei e o encarei com toda a intensidade que conseguia reunir em um olhar apenas, Alvaro beijou minha testa, me mostrou o isqueiro, entendi o recado, tirei o galão de gasolina debaixo da cama e despejei o conteúdo pelo quarto.
Alvaro me observava gargalhando.
- Algum cara não dizia que o amor é fogo que arde sem se ver? Ele com certeza, nunca imaginária um troço desses!
- Vamos ficar juntos pra sempre, tipo Romeu e julieta! Com a diferença de que eles nunca existiram!
Esvaziei o galão, como em uma dança e me joguei na cama, estendi os braços pra ele, sorri de maneira cruel.
- Vamos querido?
Ele acendeu um cigarro, tragando apenas uma vez e o jogando em uma cadeira que prontamente ardeu em chamas, pulou em cima de mim gritando:
- Vamos!!
Enquanto o quarto se transformava em um inferno, Alvaro segurava minha mão e baixinho declamava:
-Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

Enfrentar 200 milímetros de chuva, completamente ébria e saindo de uma boate gay, não é fácil, ainda mais quando o objetivo principal da aventura não se dignou a ir; o deus da minha religião que sempre aparece semi nu e servindo tequilas com um divino e implacável sorriso, estava de folga, uma noite perdida cujo altar de minha orações se corrompia ao som de outras preces e outros deuses que em absoluto não detinham a minha fé.
Minha vida de agnóstico amargo e vazio terá acabado? Pregarei em praças públicas com absoluta convicção o dom imensurável da sua beleza ou a certeza suprema do prazer contido em seus braços??
Esperem mais fins de semana para a concretização do meu recente fanatismo religioso, por conta do barmen mais lindo do mundo!!
Sim, eu te cubro com histórias que jamais existiram, te chamo de nomes que você nunca ouviu, milhões de beijos sem lábios, milhões de abraços sem braços. Acho que te devo desculpas, é acho que devo te pedir desculpas, por te inventar tão completamente e esquecer que você não é um dos personagens dos meus livros e séries, por esquecer que nosso amor eterno, só é eterno na minha cabeça criativa e boba.
E eu corro no escuro segurando a tua mão, esquecendo que na verdade estou sempre correndo sozinha, não, isso não é triste é apenas um fato, contra os fatos existem argumentos? As pessoas me cansam, porque você não me cansa também? E porque não me concede a dádiva de criar vida? Eu seria mais dedicada do que Pigmalião e você sabe que é verdade!
Acordo preguiçosa, algo está diferente, saber isso não muda muita coisa, é um absurdo descobrir que um ano inteiramente novo bate na porta com cara de poucos amigos e você simplesmente não sabe o que fazer com ele.
Traço planos miraculosamente detalhados e ainda sim o controle escapa das minhas mãos, eu sinto saudades é assim tão ruim sentir saudades? Como uma fome que não consegue passar...
Tenho um alfabeto inteiro de planos para trazer você pra mim. E isso já faz o ano inteiro valer.
Vai parecer papo de fim ano, talvez seja, mas preciso crescer, não posso mais me dar ao luxo de criar reinos e fábulas a cada mês, não posso mais viver dentro da minha cabeça e não enfrentar meus medos. Não posso sufocar todos os meus sentimentos absurdos com piadas geniais de última hora, não posso inventar rotas de fuga de todos os meus problemas, não preciso disso, ninguém precisa na verdade.
Não consigo conversar com pessoa alguma, falar besteira não é conversar, estou chocada que com 23 anos eu não consiga isso. Por isso preciso desse tempo, preciso colocar as coisas no lugar, preciso saber quem diabos eu sou de uma vez por todas... É a unica coisa que me interessa.
"The horses are coming
So you better run"
Florence And The Machine-Dog Days Are Over.
Não há escapatória, caminhos de salvação ou atalhos confiáveis, existe o vazio; esse barulho silencioso que o vento faz, quando quer que meu medo abrace tudo, isso me assusta, então corto essa linha fina devagar, me aventuro a espiar cavalos do apocalipse, um dia vou montar em um deles, não vou precisar me esconder debaixo da cama ou correr descalça por cima de cacos de vidro. Vou fugir e você vai me ver cortando o céu, deixando um rastro de poeira e pedaços incontestáveis de mim, quando você ouvir os cavalos chegando vai lembrar de tudo, com uma nitidez esmagadora e talvez corra, não por amor, mas porque é a unica coisa que vai restar para você.

- Vou dar um tempo no Blog! - resmunguei de qualquer jeito.
- Porque?? - Lúcia, amarra o cabelo com uma piranha quebrada e sorri.
- Não tenho droga nenhuma para contar e nem quero mais beber, sem contar que estou de saco cheio das pessoas, vou acabar matando alguém!
- Ah, sei como é, quando me canso de todo mundo, faço o seguinte; faço de conta que é a última vez que estou vendo a pessoa, é perfeito!!
- Já sei, imaginando que seria a última vez, que você vê essa pessoa, acaba pensando na falta que ela ia fazer, né? E aí a trata com carinho!!
- Claro que não!! Fico tão feliz por ser a última vez que a vejo, que consigo tratá-la bem, funciona direitinho!!
- ...
- Ai, cansei!- Luísa entregou, apagando o cigarro na sola da bota.
- Cansou de quê?- Diogo pergunta mais por educação que por curiosidade.
- Ahhh, de tudo, né? Diogooo - responde em um misto de preguiça e infantilidade, que mesmo sabendo ser ridículo ela adorava repetir.
- Pode ser mais específica?- a paciência dele se extinguindo rapidamente, como de praxe.
- Claro, meu amor!- ela se empolga, levanta do meio fio e limpa a maquiagem borrada- Cansei de trepar com deus e o mundo, de beber, de fumar maconha até não sentir mais o maxilar, de pessoas vazias, de freqüentar o mesmo bar, de cheirar pó e ficar com o nariz sangrando, de perder minhas calcinhas por aí, de tropeçar em escadas, de achar grande coisa passar 48 horas bêbada, de aturar os seguranças dando em cima de mim... Cansei!!
Diogo a encara um pouco chocada:
- Posso ficar com teus cigarros?
Luísa joga pra ele um maço de Marlboro.
- Vai fazer o que agora??
Ela pensar por uns segundos e responde com um sorriso:
- Crescer!
Acho um verdadeiro absurdo, pessoas ficarem fiscalizando o que escrevo para depois espalharem por aí o que ando sentindo, aproveito para dizer que não é da conta de ninguém, além da minha própria!! Que saco, embora pareça eu não sou mais criança, se ando desesperada ou ordinariamente deprimida a porra do problema é meu... É só isso mesmo, agora vamos ao post de hoje!!
- Quer conversar??
- Não...
- Comer pipoca?
- Não...
- Queimar calcinhas?
- Não...
- Beber?
- Não...
- Suicídio coletivo?
- Não...
- Assaltar um banco com um cabo de vassoura??
- Já é!!
Obs: Quanto mais falta nexo, menos vocês entendem!! ^^

Depois de mais um fim de semana estranho e mais uma briga épica com o Al, a campanhinha toca na segunda como um castigo, não preciso de esforço pra saber que é o Alváro com a porra do rabinho entre as pernas e com um pedido de desculpas na garganta, abro a porta já acostumada com a cena que estava por vir.
Ele estava parado, mãos nos bolsos, intacto e lindo como sempre, as vezes esqueço como o Al é constrangedoramente bonito.
- Desculpa ter queimado suas calcinhas e envenenado o gato- ele começou limpando a garganta- ele não morreu, né??
- Era veneno de rato, Al! Ele nem sequer comeu!
- Ah... Posso entrar?
- Você mora aqui, né??
Ficou parado na porta, com cara de maior abandonado, toquei seu ombro de leve.
- Quer café?
Ele finalmente entrou e foi logo gritando:
- Cadê minha coleção de G Magazine ? (Revista gay masculina)
- Queimei, e também queimei aquela tua agenda de contatos...
Nos encaramos e explodiamos em uma gargalhada.
- Porra, Natalie quando a gente brigar apenas me mande dormir no sofá, tá?? Algum dia a gente vai ser preso por incediar o apartamento!!
- Ok- concordei ainda rindo - Chega de piromania!!
- Podemos voltar a nos amar pra sempre??- ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e deu o seu melhor sorriso.
O encarei sonhadoramente e disse apenas:
- Sempre! Mas me empresta uma cueca, você queimou TODAS as minhas calcinhas, sabe?
- Ei, no último fim de semana, você queimou TODAS as minhas cuecas!!
- Claro, você tava se agarrando com aquelazinha do Paulo, mantenha o nível, né??
- O nivel?? Olha...
Beijei o Al e decidi esquecer esse lance de cuecas e calcinhas por um tempo.

Saí da igreja, a felicidade de ver a rua depois de 2 horas interruptas de conversa mole me deixava satisfeita a ponto de sorrir sozinha, disse sozinha? Lúcia se apoiava no meu braço esquerdo, caindo de bêbada como sempre.
-Pensando bem- disse ela meio arrastado- Não quero mais ser freira... Padres são estranhos e juro que o coroinha piscou pra mim!!
Não pude deixar de rir, Lúcia estava com a idéia fixa de fazer algo decente pra variar, tanto que depois de umas tequilas me arrastou para a primeira igreja que viu.
Mas acho que o padre e o seu sermão sobre o camelo, que poderia entrar no buraco da agulha, decepcionou um pouquinho a Lu. Graças a Deus!!
Lúcia soltou meu braço, coisa que detesto,sempre me sinto meio sem direção quando ela faz isso, não pude deixar de imaginar mais uma vez (talvez a enéssima da noite) onde diabos ela tinha estado durante aqueles meses todos, sentia vontade de abraçá-la e pedir baixinho que ela nunca mais sequer fosse ao banheiro sem mim.
- Onde você esteve?- perguntei simplesmente enquanto acendia um cigarro, ela o pegou da minha mão, tragou profundamente olhando um gatinho de rua e sorrindo meio idiota.
- Você não me queria aqui, Natalie... - ela cantarolou rodopiando.
Entrou em um bar qualquer, só voltou a falar quando a cerveja estava na metade:
- Natalie, me diz o que diabos eu ia fazer aqui? Você estava aí toda apaixonadinha por aquela garota e surtou como uma adolescente patética quando ela te chutou, não sou obrigada a tolerar certas coisas. – Ela falava sem olhar pra mim, fitava o cigarro com ternura, a voz era fina, não sabia se ela estava prestes a rir ou chorar.
- Então a culpa foi minha?- considerei, sem contudo acreditar em um absurdo desgraçado daquele.
Lúcia enfim me encarou:
- É você e eu, querida, sempre! O resto é desnecessário, mas acho que você já entendeu, por isso voltei, porque acredito que você já não possui coração algum e isso faz de nós duas uma só!
Uma lágrima fina escapou dos seus olhos negros e eu não pude deixar de concordar quando vi o reflexo da nossa mesa no espelho: Eu sozinha, diante de dois copos, enquanto o resto do bar mergulhado em fumaças ilícitas jazia em barulho de morte.
Sussurrei ao seu ouvido quando a beijei:
-Uma só...

A fila do banheiro estava enorme, desconhecidos batiam selvagemente na porta e pediam aos berros que eu terminasse logo, não conseguia me incomodar com eles, como em um sonho (ou pesadelo se prefirir) eu estava distante pra caralho de qualquer lugar, debruçada sobre o pia, destruíndo o resto do pó, que algum desconhecido me ofereceu gentilmente (provavelmente na esperança de me deixar doidona e me comer depois). Saí do banheiro ainda mais distante do que já estava, o tal deconhecido me encarou com um sorriso estranho, como o gato da Alice em uma versão psicopata.
- E aí?- perguntou feliz demais para apagar o sorriso estúpido dos lábios.
- Era do bom!
- Cheirou tudo?
- Aham!- e com isso entrei novamente na pista, atrás claro, dele.
Fácil encontrá-lo, observei durante algum tempo, ele dançava agarrado com um cara, comprei duas cervejas e fui até ele, assim que me viu deu um pulinho, se pendurou no meu pescoço e me beijou. Eu poderia passar o resto da vida beijando o Alváro, o resto da vida cheirando pó e vendo ele beijar homens desconhecidos.
O deconhecido que dançava com ele se aproximou, o beijei rindo, o Al riu ainda mais e beijou a primeira garota que viu, acabei me cansando de tanto beijo, baguncei o cabelo loiro do Al e berrei:
- Vou estar no bar!!- ele concordou e se agarrou com alguém.
Pedi uma vodka e fiquei bebericando, um cara sentou no banco ao lado, como era bonito, sorri o meu mais excitante sorriso, de repente nos reconhecemos:
- A gente trepou ontem não foi??- falamos ao mesmo tempo. Olhei ao redor e vi meio chocada que eu já tinha trepado com quase todos os presentes.
Virei a vodka e pensei: -"Tô precisando trocar de boate!"

"Muito bem, depois de séculos mergulhada, no oceano raso e inútil da paixão. Porra eu escrevi isso? Enfim, esse blog está um drama sem fim, muito pior do que novela mexicana, ou melhor, se você observar que aqui ao menos não tem dublagem..."
- Porra, tu tá animada, geralmente eu é que sou assim não é?- Fábio comentou, me encarando com aquela cara de analista que eu detesto.
- É, né?- Cheguei perto do ouvido dele- Descobri um fornecedor de pó!!
Exagerei na cara de alucinada e mordi a língua para não rir da cara de espanto que ele fez.
- Sérioooo??
- Aham!
Ele sacudiu a cabeça desanimado como quem diz: "Essa não tem jeito!" e foi encher o saco de outro. Fiquei um pouco deprimida, porra, esse pessoal realmente não me conhece, caralho, esperava que ao menos não achassem, que eu sou um aspirador de pó descontrolado, mas não, eles se guiam e se enganam por essa maquiagem de puta e os palavrões que falo, poxa sou uma garota tímida e delicada que apenas se esconde atrás de um personagem, decididamente mereço um pouco mais de confiança. Fiquei uns vinte minutos pensando na falta de crédito que eu tinha com meus amigos, aí a música acabou, quando o Dj perguntou o que a pista queria ouvir, não tive dúvidas, subi no balcão e berrei:
- Toca de uma de zona!!
(Poxa, ninguém é de ferro, é?)

